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O Castelo de Santa Maria da Feira, ergue-se altaneiro numa elevação de terreno. A sua origem está no sec. X, isto  é antes da constituição de Portugal.
Romanos, visigódos e árabes deixaram vincadas nas pedras a sua passagem. Deve ter sido considerável o trabalho desenvolvido pelos habitantes do lugar na reconstrução deste território após a derrota dos mouros. Todos, ou quase todos tinham "honras de infanções (Membros de uma das classes da Nobreza Portuguesa do século XII.) e foram os primeiros que houve em Portugal.
A Terra de Santa Maria abrangia vários concelhos actuais, pois situava-se entre o rio Douro e o rio Caima e entre o Oceano e o rio Arda.

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A importância deste castelo nos alvores da Nacionalidade é notória, quer pelo vasto território que abrangia e dominava, quer ainda pela influência que nele teria Ermígio Moniz e seu irmão, o Aio de D.Afonso Henriques, Egas Moniz. A actual traça do monumento deve-se a D. Fernando Pereira, e a seu filho Rui Vaz Pereira que obtiveram de D.Afonso V ( sec XV)  a permissão para "à sua própria custa o correger e refazer de muralhas, paredes, casas e todas as outras cousas que fossem necessárias para a sua fortaleza e defensão" (1448).
O Castelo de Santa Maria da Feira conservou-se na posse dos Pereiras - elevados a Condes da Feira - até ao ano de 1700.
Nesse ano morreu o 8º Conde, D.Fernando, sem descendencia directa. Depois de porfiada demanda, foi a grande Casa da Feira incorporada na Casa do Infantado e nela se manteve até a sua extinção.
Em 1722 foram palácio e torre de menagem incendiados.
Todo o maravilhoso conjunto entrou em franca e criminosa decadência. Os desmoronamentos, as ervas e as silvas proliferavam.
Em 28 de Agosto de 1905, surgiu uma primeira associação que pretendeu fazer a recuperação do castelo. Foi seu dinamizador Afonso Alfredo Teixeira Couto. Em 1909 apareceu a "Comissão de Vigilância pela Guarda e Conservação do Castelo da Feira".

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A partir de 1982, mediante um protocolo assinado entre o Instituto Português do Património Cultural, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Comissão de Vigilância, foi atribuída a esta "Comissão" funções de "tutela delegada" sobre o castelo, no seguimento de semelhantes acordos efectuados em 1915 e 1939.

De referir que o actual aspecto altaneiro da fortaleza se ficou a dever a importantes obras de restauro, efectuadas de Julho de 1935 a Maio de 1940, pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, que quiseram, puderam e conseguiram dar ao velho monumento a dignidade que merece e a que os esforços da "Comissão" não poderiam acudir por si só.

   

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O castelo de carácter militar mas foi sobretudo, um paço senhorial (habitação dos Condes Pereira) e é constituido por 3 partes

- uma grande praça

- uma grande torre, coberta por um eirado que tem nos angulos, torres termindas em cone.

Neste corpo, existe o antigo salão nobre, dotado de chaminés de aquecimento, de um balcao e de uma tribuna para os musicos actuarem durante as festas e cerimonias.

 

- o recinto do castelo é envolvido por uma muralha

- a barbacã - com uma forte torre que consiste hoje na entrada do concelho.

 

Já no exterior, vê-se uma airosa capela mandada erigir por Dª Joana Forjaz Pereira, em 1656

Convento dos Lóios ou Convento do Espírito Santo, no centro da cidade encontramos este edificio que pertenceu à congegação dos lóios.

Sobe-se a escadaria nobre e alcança-se a Igreja.

A fachada é imponente e está revestida de azulejos azuis e brancos. O interior é amplo, coberto por uma abóbada; as paredes laterais estao revestidas de azulejos de seculo XVIII.

As dependencias monasticas, ao lado da Igreja onde viviam os frades, estao viradas para um claustro de dois andares. No centro do patio existe um chafariz. Neste corpo do convento, no refeitório, existiu um teatro, O Teatro de D. Fernando, que desapareceu em 1938, quando se decidiu colocar neste edificio o tribunal.

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