No caso de terapia genética do cancro é possível inserir-se um gene que codifique para citoquinas*, de forma a que este actue como vacina anti tumoral.
Que tipo de tratamentos pode ser permitido, e quais os proibidos ?
Quem deverá de definir os limites entre tratamento e melhoramento genético ?
...   o estudo das bases genéticas para o metabolismo de compostos específicos, incluindo drogas terapêuticas. O objectivo é adequar a prescrição de drogas dirigidas, com base na capacidade genética, especifica, de cada indivíduo, para as metabolizar eficazmente
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Tratamento
Pela primeira vez a análise e o tratamento da doença tem o mesmo alvo: ADN.

A cura de desordens genéticas, com terapia genética está a ser investigada e posta em prática, sobretudo em doenças de grande incidência como é o caso do cancro, fibrose cística, doença de Gaucher, deficiência em
a1 anti tripsina, SIDA etc. 

Na teoria, uma doença genética pode curar-se por manipulação directa do genoma (reparando o defeito genético), introduzindo um gene funcionante ou por repressão artificial do gene (por inserção de uma sequência complementar, anti sense, do ARNm do gene alvo).

No caso de terapia genética do cancro é possível inserir-se um gene que codifique para citoquinas*, de forma a que este actue como vacina anti tumoral.
(* mediadores imunologicos com funções anti tumorais)


Para que se tenha sucesso, é necessário que o ADN seja incorporado de uma forma estável no genoma do hospedeiro - que se expresse controladamente e em níveis adequados nas células certas.

Esta forma de tratamento pode ser a única esperança para muitos indivíduos que sofrem de doenças graves e que de outra forma morreriam ou ficariam severamente afectados por doenças genéticas que não têm qualquer outro tipo de tratamento.

Existe o perigo de se inserir uma mutagénese. O gene inserido pode danificar um gene do hospedeiro e substituir uma desordem genética por outra ou aumentar o risco de neoplasia.

Este tipo de experiências actualmente em curso contempla apenas células somáticas; o material genético alterado não é inserido na linha germinativa e a correcção não passa às gerações seguintes. (Quadro 7)

DOENÇA

ALVO

Deficiência em a 1 anti tripsina

Aparelho respiratório

Doença granulomatosa crónica

Células mieloides

Fibrose cística

Aparelho respiratório

Anemia de Fanconi

Células hematopoeticas

Doença de Gaucher

Sterm cells

Hipercolesteremia familiar

Hepatocitos

SIDA

Linfocitos

Cancro

Fígado, pulmões, ovários, etc

Quadro 7. Protocolos para tratamento genético aprovados nos EUA


Alguns problemas éticos podem ser resolvidos desta forma mas este tipo de intervenção poderá criar outros talvez mais graves (ex: possibilidade de se alterarem os genes humanos).

Que tipo de tratamentos pode ser permitido, e quais os proibidos ?
Quem deverá de definir os limites entre tratamento e melhoramento genético ?

A terapia genética pode ser considerada como melhoramento genético no caso de serem feitas correcções nas células reprodutoras, de forma a prevenir o aparecimento de doenças graves em futuras crianças ?

Outro aspecto de grande interesse para a genética médica é o estudo das bases genéticas para o metabolismo de compostos específicos, incluindo drogas terapêuticas. O objectivo é adequar a prescrição de drogas dirigidas, com base na capacidade genética, especifica, de cada indivíduo, para as metabolizar eficazmente. Directamente relacionado com este facto está o reconhecimento de que algumas doenças com causas genéticas diferentes, foram anteriormente classificadas como sendo uma só doença, dado que tinham os mesmos sintomas, usando-se nestes casos a mesma prescrição de tratamento, para doenças diferentes. Ao fazer-se uma discriminação genética entre as diferentes doenças, pode aplicar-se um tratamento mais especifico e por conseguinte mais eficaz.

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