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CONCLUSÃO A Ciência enquanto Investigação pura, è neutra. No entanto a aplicação que se faz das suas descobertas devem ser orientada de modo a favorecer o mais possível os objectivos e as expectativas de todos. É necessário estabelecer a harmonia adequada entre os direitos individuais / sociais e o progresso cientifico / tecnológico, evitando não atemorizar os primeiros ou bloquear infundadamente o segundo. A aplicação sensata dos conhecimentos que as tecnologias de ADN produzem, podem contribuir para que rapidamente se atinjam algumas das Metas da Saúde para Todos, a que se fez apelo na Conferencia de Alma Ata em 1978, e até agora um pouco utópicas. Vivemos um final de século caracterizado por mudanças rápidas e cuja evolução não é totalmente previsível. Precisamos de enfrentar o próximo milénio com a convicção profunda de que sabemos como vai evoluir a sociedade mas com a certeza de não perdermos nenhuma oportunidade para a construir. Perante a ambivalência de uma grande revolução científica, há que não ceder a terrores supersticiosos nem considerar com leviandade as suas implicações negativas no plano ético, político ou ambiental. Seria um erro suspender a pesquisa, mas seria um erro ainda mais grave delegar nos cientistas ou nas industrias um assunto tão delicado. Por isso sociedade do sec XXI terá necessidade de novas regras novas leis para disciplinar as relações familiares e sociais determinadas pelo progresso no conhecimento da informação genética. Por isso necessário colmatar o vazio legislativo imposto por aqueles que parecem querer ficar alheios aos enigmas desvendados da Natureza. Por isso necessário demolir as paredes do saber especializado para que toda a gente saiba, compreenda e possa decidir serenamente, aquilo que queremos Ser. autor: Teresa A. Pinto |