Cromossomas
Os cromossomas são vectores da hereditariedade e todos os seres vivos são caracterizados pela informação contida num número constante para cada espécie.
O DNA é o suporte químico da hereditariedade e controlador dos processos vitais em todos os organismos, excepto para fagos e alguns vírus de RNA. 
Os ácidos nucleicos (DNA e RNA) são constituídos por nucleotidos que podem ser hidrolizados, decompondo-se num grupo fosfato, num açúcar e numa base azotada.
Cada célula somática humana tem cerca de 6x109 pares de bases de DNA, o equivalente a cerca de 2 metros de DNA linear.
Os compostos cuja síntese está directamente dependente da informação genética são proteínas.
  
GENES: A quase totalidade das sequências genómicas nos procariotas, é informativa, mas nos eucariotas superiores sómente cerca de 5% do genoma é expresso. »
 

  

 

 

 

CÓDIGO GENÉTICO


Informação Genética
Exceptuando raríssimas situações, o que distingue as formas vivas das coisas inanimadas, é a sua capacidade de transmitir as características da espécie à geração seguinte 

Cromossomas
Os cromossomas são vectores da hereditariedade e todos os seres vivos são caracterizados pela informação contida num número constante para cada espécie.

 Bactérias  -  -  -  1

 Esquilo   -  -  -  46

 Rato   -  -  -  -    38

 Chimpanzé   -   48

 Homem  -  -  -  46

Cariotipo humano normal

Figura 1.  Diferentes nº de cromossomas em algumas espécies

 Figura  2 - Cariotipo humano normal

Cada cromossoma está subdividido em genes. Cada gene é constituído por um fragmento de DNA. O DNA é composto por uma sequência de nucleotidos. Cada nucleotido contem uma base específica. De um modo simplista pode dizer-se que a sucessão exacta destas bases é o código de onde se traduz a diversidade das espécies

Ácidos nucleicos

Cada célula somática humana tem cerca de 6x109 pares de bases de DNA, o equivalente a cerca de 2 metros de DNA linear. A dupla hélice de DNA é enrolada em torno de histonas (proteínas básicas), formando nucleossomas. Esta estrutura enrola-se, depois, sobre si própria de modo a que a forma em X, característica do cromossoma visível durante a metafase seja 8 000 vezes mais curta que o DNA que contém. (Figura 3)

Figura 3 Representação esquemática do empacotamento do ADN na estrutura cromossomica

O DNA é o suporte químico da hereditariedade e controlador dos processos vitais em todos os organismos, excepto para fagos e alguns vírus de RNA. 
Os ácidos nucleicos (DNA e RNA) são constituídos por nucleotidos que podem ser hidrolizados, decompondo-se num grupo fosfato, num açúcar e numa base azotada. (Figura 4)

Figura 4 - Molécula de ADN despiralizada

A estrutura principal (igual em ambos os ácidos) é constituída por repetidos açucares (desoxiribose no ADN e ribose no ARN) ligados a grupos fosfato. No ADN a parte variável determinante da informação genética, é constituída por uma sequência de 4 bases nitrogenadas azotadas: Adenina (A), Guanina (G), Citosina ( C) e Timina (T). No ARN (ácido ribonucleico) estas bases mantêm-se à excepção da Timina que é substituída pelo Uracilo (U).

Uma das características mais importantes do ADN , para além da sua estrutura helicóidal (proposta por Watson e Crick), (Figura 5) é o emparelhamento constante (complementariedade) das suas bases: adenina com a timina e a guanina com a citosina

Figura 5:Complementariedade do ADN. Prototipo da molécula com estrutura helicoidal proposta em 1956 por Watson e Crick. 

Desenho de M.C. Escher: Drawing Hands

Os compostos cuja síntese está directamente dependente da informação genética são proteínas.
A informação inscrita no ADN não é directamente utilizada para a síntese proteica, deve ser préviamente transcrita em ARN mensageiro (ARNm), que comanda a incorporação ordenada dos aminoácidos das proteínas.
Cada grupo de 3 nucleótidos (codon) dá origem a um aminoácido especifico. (Quadro 1).

 

 

2ª Base

 

 

 

1ª Base

U

C

A

G

3ª Base

 

U

phe

phe

leu

leu

ser

ser

ser

ser

tyr

tyr

TER

TER

cys

cys

TER

trp

U

C

A

G

 

C

leu

leu

leu

leu

pro

pro

pro

pro

his

his

gin

gin

arg

arg

arg

arg

U

C

A

G

 

A

ile

ile

ile

F-met- met

thr

thr

thr

thr

asn

asn

lys

lys

ser

ser

arg

arg

U

C

A

G

 

G

val

val

val

val

ala

ala

ala

ala

asp

asp

glu

glu

gly

gly

gly

gly

U

C

A

G

Quadro 1. O código Genético - aminoacidos, codon de terminação (TER) e codon de iniciação 


Cada gene codifica para uma cadeia polipéptidica especifica, (dogma central da genética). (Figura 6)

Replicação: ou duplicação do ADN em ADN, necessária à conservação da informação genética. Ocorre antes da divisão, de forma a que as duas células filhas possam herdar esta informação  (qualitativa e quantitativamente).

Transcrição: permite a passagem da informação de ADN para ARN, por emparelhamento de bases complementares. 

Tradução: Permite a síntese de proteínas especificas, segundo a informação contida no ARNm. Este mecanismo ocorre no ribossoma.

Figura 6: O dogma central da Biologia molecular, postula que a transição de ADN a proteína é feita nesta sequência e não proteína-ADN

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