Nem sempre as experiências são bem sucedidas ou bem fundamentadas e as imagens de animais transgénicos monstruosos, tornam-se do conhecimento público, alarmando-o.
  
O melhoramento genético das plantas permite-lhes adicionar características nutricionais, que de outra forma não seriam produzidas pela natureza.
 
  ... produzindo-se bactérias cujos enzimas são capazes de degradar produtos poluentes, como o tulueno e o tricloroetileno.
  
Os processos judiciais em torno da biotecnologia são imensos ...
  

  

Animais
Sabe-se que os animais de espécies diferentes não se podem cruzar, mas existem excepções. A fecundação artificial rodeou este obstáculo, construindo puzzles zoológicos que agrupam num só corpo os traços de espécies diferentes. A técnica embryo transfer permitiu, por exemplo, a junção dos óvulos fecundados de uma cabra e uma ovelha, combinando-os entre si. O embrião daí resultante foi transferido para o útero de uma ovelha que levou a gravidez até ao fim, tendo um filho quimera (ovabra ou cabrelha)
Esta técnica permitiu também a exploração comercial de óvulos e esperma de animais de raça; os óvulos depois de fecundados in vitro são congelados e vendidos para todo o mundo onde são implantados em vacas comuns que farão progredir a gravidez. 
O público indirectamente e os produtores pressionam os biólogos; querem novos modelos de animais, mais férteis, maiores, com carnes mais refinadas. Querem incrementar a produção de raças exóticas como o novilho charolês ou a ovelha angora. E assim nascem as galinhas resistentes a doenças, os superporcos ou os coelhos com genéticas especiais.


Nem sempre as experiências são bem sucedidas ou bem fundamentadas e as imagens de animais transgénicos monstruosos, tornam-se do conhecimento público, alarmando-o.


Mas estas técnicas para além dos benefícios provados têm outras potencialidades: animais em vias de extinção, como o tigre da Sibéria ou o panda, podem perpetuar-se no útero emprestado de outra espécie, que não rejeite o embrião.
Os animais trangénicos também são úteis para que se compreenda como é que os genes funcionam no organismo, sendo estas informações fundamentais para a compreensão da dinâmica de certas doenças como o cancro ou a SIDA.


Plantas
A introdução nas plantas um gene conferindo resistência a determinado herbicida, permite que, quando se espalha o herbicida, se extermine apenas a vegetação nociva e não a portadora do gene resistente. 


Podem criar-se plantas mais resistentes a certos tipos de insectos, introduzindo-lhes o gene de uma bactéria que produz uma proteína (protoxina) que em condições normais é inócua, mas uma vez digerida pelo insecto transforma-se num veneno mortal.
A fixação do azoto necessária para o crescimento das plantas é aumentada por certas bactérias (Rhizobium) presentes nas raízes de leguminosas, capazes de fixar o azoto do ar. Espera-se que se incorpore, no genoma das plantas que têm necessidade de adubos azotados para o seu crescimento, os genes que lhes permitam fixar o azoto. Se estas experiências tiverem sucesso, a adição de adubos tornar-se-á desnecessário sendo este um grande contributo para a ecologia e para os problemas da fome (os custos da agricultura decrescerão significativamente, e a produção aumentará).


O melhoramento genético das plantas permite-lhes adicionar características nutricionais, que de outra forma não seriam produzidas pela natureza.

Ambiente
Por vezes pretende-se fazer crer que a biotecnologia pode libertar para atmosfera microorganismos capazes de alterar o equilíbrio biológico. No entanto, esta pode ser usada para despoluir o ambiente: produzindo-se bactérias cujos enzimas são capazes de degradar produtos poluentes, como o tulueno e o tricloroetileno.

Industria Biológica
Os negócios em torno do ADN transformaram-se numa industria altamente rentável em todo o mundo. É possível patentear-se animais modificados ou simples plasmideos da mesma forma com que se registam rádios ou livros. Os processos judiciais em torno da biotecnologia são imensos e por vezes envolvem mesmo interesses governamentais, como é o caso do Brasil e da Índia que pretendem proibir o registo e comercialização de todas as descobertas feitas a partir das espécies vivas originárias dos seus territórios.


As pesquisas são susceptíveis de exploração económica e esta é compreensível e aceitável, desde que reverta a favor do aprofundamento da pesquisa e comercialização a baixo custo, dos novos medicamentos e produtos.

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